February 2013
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January 2013
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A solidão que se sente quando os olhos se abrem para o que se esconde por detrás do mundo é uma condição natural da pessoa desperta. Percebe-se que não se pertence mais àquele mundo de outrora que persiste em permanecer adoentado, assim como a pessoa fora também.
O mundo é um grande hospício e você fazia parte dos adoentados. Quando despertou, percebeu que não estava mais doente, todavia ainda preso ao hospício do mundo, cercado por tantas pessoas vivendo uma ilusão coletiva. Nasceu então o sentimento de se estar vivendo num aquário.
A princípio o corpo é tomado de uma empolgação abrasadora e surge a vontade de dizer a todos os loucos do hospício que o mundo não é aquilo, que há mais coisas lá fora, que estão controlando a todos, que os personagens que representam não são verdadeiros, que cada um é mais do que aparenta ser… Mas ninguém lhe dá ouvidos.
Percebendo então que os esforços de acordá-los para a realidade são inúteis, a tristeza o acomete. A solidão então lhe abraça de tal forma que beira ao desespero. Você não pertence mais àquele hospício, porém não pode sair de lá sozinho. Para escapar há apenas duas opções: morto ou através da união de todos os internos. E ao pensar nisso, você se irrita como fazia antes de acordar. Irrita-se, pois não quer mais viver neste lugar de loucos, mas depende destes para sair.
Os loucos passaram a olhá-lo de maneira estranha, pois você se deslocou do mundo deles, parecendo diferente, esquisito, louco (a loucura do louco é a sanidade alheia). Mas ao vê-lo com tanta irritação, logo percebem que você ainda é o mesmo, ainda pertence ao grupo, ainda é refém de si próprio.
E você, em toda a sua angústia, se pergunta:
- Como posso continuar vivendo neste lugar, cercado dessa gente toda que não sabe o que está acontecendo? Como posso suportar?
Você tinha vozes na sua cabeça antigamente. Vozes que o instigavam, o irritavam, o assustavam, o castigavam e o insultavam. Ao despertar, você abriu um novo canal para uma voz que não vem da cabeça, mas do coração. Essa voz é o que você realmente é, e ela sempre lhe diz o que é mais correto a se fazer. Todavia, por ficar ainda querendo respostas prontas, você nunca conseguiu ouvi-la.
Se prestasse atenção ela diria algo mais ou menos assim:
- Não tenha mais medo. Você conhece a verdade, então por que ainda teme? Por que ainda sente raiva e frustração? Por que ainda mantém os velhos vícios mentais? Agora que você sabe uma parte da verdade é tempo de pôr em prática a sua sanidade real, a sua consciência verdadeira.
Os loucos são seus irmãos, iguais a você, por isso não os despreze, não os julgue, não os odeie. Assim como ocorria com você, eles não sabem o que fazem. Estão adoentados, portanto não aprendem de maneira direta. Eles aprendem através do exemplo, e se vier junto de atitudes amorosas, aprenderão ainda mais rápido. E é isso que você deve fazer: servir de exemplo.
Não queira abraçar todos ao mesmo tempo, você é somente um. Faça pequenas coisas e não se preocupe com mais nada senão consigo mesmo. Você despertou, mas ainda mantém vários resquícios da doença de outrora, e isso sim precisa ser trabalhado. Concentre-se nisso, pois é o que mais importa. Uma vez melhorando a si mesmo, aos poucos os outros irão espelhar-se, pois a verdade sempre faz sentido, não importa o nível de loucura.
Então, ouvindo essa voz que vem do seu âmago, você compreenderá que não precisa lutar, não precisa forçar, não precisa se desesperar. Você está cercado de adoentados, portanto aprenda a conviver com eles de forma amorosa e desprendida. Não precisa fingir nada, mas também não precisa impor nada.
Apenas seja o melhor que puder ser e compartilhe isso com as outras pessoas.
-Autor desconhecido
Luz em forma de palavras; obrigado E. Lobato por trazê-la ao meu conhecimento.
December 2012
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It’s weird how a single moment can bring up a whole set of feelings and memories triggering reactions you didn’t know you were capable of showing. When you realise that disturbing piece of your life that you have to live with for who knows how much more time has been indeed damaging you. Likewise, how fool have you been for believing you could flash through that time and in the end just say how bitter those moments were without perceiving you have changed. What can happen when there is no escape, when you have to face that reality everyday otherwise your so well nurtured brilliant and happy future would have to be put on the shelf of regrets and sorrows? Because we live in such a polluted world I guess or maybe just as result of a deeply selfish and controlling trick our minds play, there is no other way if we value this one gift that we have that is our existance. In the end, we can only hope our history doesn’t turn us too cruel, or take way the ability to feel and to live.
November 2012
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August 2012
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July 2012
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June 2012
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…is about other’s, your family’s. Mainly theirs: frustrations, regrets, sorrow and bitterness. It is like you are in a glass full of it still being able to breath yourself, others. However there is this story of finding a bench, yours. That gentle breeze that blows as if dancing at the sound of your thoughts and colours.
May 2012
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Another breath, heart beat, blink of an eye. It is a curious thing when you realise you don’t really know what you are doing and why. Even more curious, does this make me happy? A great mess, a cloud of butterflies in a neverending storm piercing through your senses and soul. You don’t know when it is going to end, how or even whether it is going to end.
The hope your very nature offers you. Now. It is the only notion you feel there is a slight possibility of becoming understandable. We need understanble, it is one of the few human needs that is actually not corrupted. Why is that, I wonder. Maybe because it stems from these simple wills that pushes us to live, that fuels us: to know, to experience. One could conclude; well, that then makes us all equal masses. So you discover that faith do is necessary in one’s life; you’ve got to believe we are not. Well, risking a little boring explanation, just because this semantic field has been historically associated to religion as truth and to the scepticism as the opposite of that, it doesn’t mean we can’t humbly revisit it.
Some may call choices. It doesn’t matter, for me it is all types of masks you choose to protect yourself from being naked in the dark. Without beliefs, it is not possible to get a grasp of one true self, of a reason to live by extent. That’s when I tell you that I can’t find a reason to live without reffering to the faith in my choices: a mask. If at least that was enough. Masks were supposed to lift the weight of being someone; mine burn my face. I call it a disease. I maybe be sick or just a normal person with some weird unresting beast in the chest with an appetite for destruction and chaos, for tasting the unhuman therefore the impossible. I might as well take confort in the mission of taming this beast through improving all that goes against its will. I’ll be faithfull and self centered and loathe the choice I’ve made for it goes against the very will that moves my legs along the road to nowhere.